Busca de Visão
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A
VISION QUEST, ou Busca de Visão, é uma atividade
praticada
em toda a América e significa a busca do insight
pessoal que todos
necessitamos. Dura 3 ou 4 dias e os participantes são
“semeados” no
bosque onde ficam sozinhos,rodeados pela inocência
da Pachamama,
à fim de poderem receber suas visões.
Ao final deste tempo todos são “colhidos”
e
participam de um Temaskal onde relatam suas experiências.
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Leia
aqui o relato de
algumas experiências
das últimas buscas de
visão.
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"A
Natureza é o melhor local para termos experiências
que reacendem nossa consciência, pois suas leis se
revelam a qualquer pessoa que se abra a seus ensinamentos.
Receptividade, paciência, respeito e atenção
são as chaves que abrem as portas à "sabedoria
da Natureza" e nos levam a descobrir verdades mais
profundas sobre quem somos, de onde viemos, porque estamos
aqui e quais as escolhas mais sábias para viver uma
vida plena.
O espírito da Natureza fala conosco, não na
linguagem humana, é claro, mas sem dúvida
a comunicação ocorre."
Tomás Pinkson (foi quem coordenou a primeira Busca
de Visão realizada pelo Instituto). |
RELATOS
"Tudo
fica muito simples quando entro na mata e me silencio. Então
começo a compreender que tudo é perfeito; os macacos
que brincam, o sol que aquece, os pernilongos que zumbem, as folhas
secas que caem, a terra que alimenta, a noite que traz o descanso
e a chuva que purifica. Observo esse movimento de beleza e paz
acontencendo fora de mim, vou absorvendo e aos poucos vou me tornando
parte dessa perfeição.
E me sinto profundamente grata
à vida e a todos que compartilharam comigo dessa maravilhosa
experiência." Satiko
" Dom
Juan disse certa vez a Castaneda:
“O mundo é isso e
aquilo somente porque falamos conosco dizendo que é
isso e aquilo.
Modificar
nossa concepção do mundo é o ponto nevrálgico
e parar o diálogo interno é
a única maneira de conseguir isso. O resto é
enchimento.”
(Carlos Castaneda em "Porta para o Infinito")
O trabalho é chamado
de Vision Quest pois trata-se da busca de uma VISÃO...
Noite
fria, sozinho, isolado no mato, molhado pela tempestade que
acabara de cair, no escuro, sem água e sem comida...
talvez você esteja pensando: “VISÃO? Só
se for a visão do inferno!”... bom, pode se ver
assim, mas não foi desta forma que eu enxerguei a situação.
Na verdade, fui pra lá porque quis, estava lá
porque queria e tinha um propósito bem definido. Estava
lá e acho que não sairia de lá antes
da hora por nada.
Não me senti desprotegido,
pelo contrário, senti o amor da Pachamama (mãe
Terra) e toda a força de Deus comigo. Sabia que estava
tudo certo. Estava muito feliz, afinal, há oportunidade
melhor que essa para se conhecer?
Sem qualquer interferência
humana a distrair-me tive a oportunidade (rara nos dias de
hoje) de vivenciar plenamente a natureza.
Foi uma experiência
marcante que me remeteu a Cristo há pouco mais de 2
mil anos: renasci no domingo de páscoa. Renasci pois
toda transformação, de certa forma, é
uma morte e o Felipe que entrou no trabalho era um, o que
voltou para São Paulo é outro.
Aprendi muito. Mais que
isso, compreendi! Compreendi os ciclos da natureza, que tudo
tem seu tempo, o dia e a noite, o sol e a chuva, a vida e
a morte, a lagarta e a borboleta, o frio e o calor, o tronco
morto que se decompõe em matéria-orgânica
para virar vida outra vez.
Sou outro porque mudei
minha concepção sobre os problemas do mundo,
sobre o tamanho da importância que atribuímos
às dificuldades. Compreendi que o frio, o calor, a
fome, a sede, a noite, o dia, o feio, o bonito, a morte, a
vida, ..., não são nada além de parte
do fluxo natural. Assim é e assim será, e assim
está tudo certo.
Diante disso, acho que
compreendo o que Don Juan quer dizer quando diz que “um
guerreiro aceita seu destino, seja qual for, e o aceita na
mais total humildade”. E que humildade significa
“ser impecável em suas ações
e sentimentos”. Sei que está na atitude
impecável do guerreiro a chave para a minha liberdade
e compreensão e é nisso que vou trabalhar agora.
(longo caminho pela frente...)
Não preciso mais
procurar mestres e perdeu o sentido qualquer preocupação
em me tornar um algum dia, pois agora sei que Deus foi generoso
e colocou infinitos no mundo: mestre formiga, mestre lagarta,
mestre borboleta, mestre beija-flor, mestre árvore,
..., todos mestres assim como eu, você e cada um de
nós, e que, para aprender com estes mestres, basta
observar com atenção, colocar a intenção
e aquietar a mente...
... deve ser por isso
que dizem que quando o discípulo está pronto
o mestre aparece... também, com tanto mestre!!! Os
mestres sempre estiveram lá, o discípulo é
que nem sempre vê!
Pude ver e esta foi uma
bela VISÃO!!! " Felipe
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